Hoje fui a uma festa em um sítio onde pude ver a natureza em sua essência verde. Como é regozijante poder assistir o vento dobrar as folhas da grama, as inclinando inequivocadamente para a mesma direção. Como uma grande força que está lá e não podemos ver. Sem pedir nada em troca ela existe e realiza seu intento.
Ontem logo após postar saí para este lugar com coisas em minha cabeça. Voltei hoje com o coração lavado, ao som de uma queda de um rio. Vivendo na cidade esquecemos como é importante ver que o mundo, diferente de nós, é eterno e equilibrado. Podemos ver que o mundo existe independente de nós e que, se ele sofre, é porque nós o ferimos.
No mais profundo pensamento sei que sou mesquinha. Quero receber muito e dar pouco. Quero que me aceitem e me amem mas, também renego pessoas de mim. Introspectiva, chata e complicada, preciso ser alguém mais generosa.
Espero que isto possa se realizar com muito esforço. Darei meu melhor...
Sunday, May 31, 2009
Saturday, May 30, 2009
"Medo de dirigir"
Hoje dirigi um curto caminho entre minha casa e o supermercado. Ao entrar no carro senti um frio na garganta. O toque do couro do volante em minhas mãos era áspero, como tocar a pele de um touro indomado. Demorei alguns segundos olhando a vista do parabrisa afinal, deve-se domar a besta antes de soltar sua coleira.
Quando senti segurança demorei alguns minutos para sair da garagem, finalmente caindo na rua. Freava a cada carro que passasse lateralmente, com medo que raspássemos as laterais ao som do metal rangendo. Calafrios, ai meu Deus.
Graças às estrelas consegui uma vaga no supermercado onde não havia nenhum carro por perto. Fiz minhas compras com pressa para que não parassem carros ao redor do meu lá estacionado. Voltei e estava vazio ainda. Novamente entrei no carro para retornar à minha casa.
A baliza na garagem foi a pior parte do dia. Demorei, precisei de ajuda para estacionar o carro. Quando desci sentia minhas pernas bambearem. Olhei minha bicicleta lá parada e dei a ela um olhar com todo o valor que atribuo à ela.
Guardei as compras e me joguei na cama, acalmar meu espírito e regenerar meu brio. Puxando Cassiopéia para meu colo senti seu peso em mim e o som abafado de suas cordas sem um amplificador. Ah Cassiopéia, eu tenho medo de dirigir.
Quando senti segurança demorei alguns minutos para sair da garagem, finalmente caindo na rua. Freava a cada carro que passasse lateralmente, com medo que raspássemos as laterais ao som do metal rangendo. Calafrios, ai meu Deus.
Graças às estrelas consegui uma vaga no supermercado onde não havia nenhum carro por perto. Fiz minhas compras com pressa para que não parassem carros ao redor do meu lá estacionado. Voltei e estava vazio ainda. Novamente entrei no carro para retornar à minha casa.
A baliza na garagem foi a pior parte do dia. Demorei, precisei de ajuda para estacionar o carro. Quando desci sentia minhas pernas bambearem. Olhei minha bicicleta lá parada e dei a ela um olhar com todo o valor que atribuo à ela.
Guardei as compras e me joguei na cama, acalmar meu espírito e regenerar meu brio. Puxando Cassiopéia para meu colo senti seu peso em mim e o som abafado de suas cordas sem um amplificador. Ah Cassiopéia, eu tenho medo de dirigir.
Friday, May 29, 2009
"A ternura de suas vozes"
Tenho poucas mas ótimas amigas. Sou muito grata pelo carinho e atenção, sempre indispensavelmente doces. Não sei o que seria meu mundo sem a ternura de suas vozes, acompanhando meu caminho.
Me abraçam, a mim e todo meu mundo, cheio de frustrações e incapacidades minhas diante das adversidades. Mesmo elas sabem de todas minhas fraquezas e covardias, havendo percebido há muito e aceitado. Quando alguém sabe de algo que nós tememos que saibam e nos aceitam, acredito que isto é amizade.
Eu e Cassiopéia somos amigos. Falo com Cassiopéia, minhas confissões de garota em mudanças. Ele me responde com sua melodia.
É graças as pessoas em meu mundo que posso ainda sorrir ao observar as nuvens em Cassiopéia.
Me abraçam, a mim e todo meu mundo, cheio de frustrações e incapacidades minhas diante das adversidades. Mesmo elas sabem de todas minhas fraquezas e covardias, havendo percebido há muito e aceitado. Quando alguém sabe de algo que nós tememos que saibam e nos aceitam, acredito que isto é amizade.
Eu e Cassiopéia somos amigos. Falo com Cassiopéia, minhas confissões de garota em mudanças. Ele me responde com sua melodia.
É graças as pessoas em meu mundo que posso ainda sorrir ao observar as nuvens em Cassiopéia.
Thursday, May 28, 2009
"Canções que moram em mim"
Graças ao comentário do Fábio, fiquei inspirada em escrever sobre Cassiopéia hoje. Tentar dar o melhor de mim para explicar por que ele é tão importante na minha vida. (risos)
Cassiopéia é um companheiro. Quando o ligo no amplificador e toco um mi solto e introspectivo, sinto o som grave vibrando dentro de mim. Este som é inalterável. Se eu afinar Cassiopéia, aquele mi é ininterruptamente eterno. Algo vigorosamente duradouro. Enquanto aquela corda vibrar, o som irá ser sempre um mi, firmemente permanente.
Acho que na verdade, simplesmente sou perdidamente apaixonada pelo som do baixo. É como se fosse um reverb, um eco, sempre em sintonia com minha alma. É um som que me traz segurança. Austero, gentil e confiante. Assim como Cassiopéia.
Cassiopéia não é a madeira que compõe meu baixo ou as cordas nele. Mas o som e o espírito, é a sensação de que meu mundo é meu e que, na peça de minha vida, serei protagonista. Mesmo que não seja a diretora deste drama, ainda assim terei controle sobre parte de meu destino, até o fim nefasto que me aguarda.
Sei tocar tantas músicas que às vezes esqueço que as sei e começo a tocar sem perceber que música é. E, são poucas mas, existem músicas que não existem lá fora. Estão sempre saindo das cordas de Cassiopéia, mesmo sem nunca terem sido escritas. Como se fossem canções que moram em mim, nascidas de minhas horas de reflexão com o peso de Cassiopéia em meu colo.
Acordar, tomar banho, escovar os dentes, pentear os cabelos, passar maquiagem, escolher a roupa e colocar Cassiopéia nas costas. Minhas manhãs são incompletas sem ele.
Cassiopéia é um companheiro. Quando o ligo no amplificador e toco um mi solto e introspectivo, sinto o som grave vibrando dentro de mim. Este som é inalterável. Se eu afinar Cassiopéia, aquele mi é ininterruptamente eterno. Algo vigorosamente duradouro. Enquanto aquela corda vibrar, o som irá ser sempre um mi, firmemente permanente.
Acho que na verdade, simplesmente sou perdidamente apaixonada pelo som do baixo. É como se fosse um reverb, um eco, sempre em sintonia com minha alma. É um som que me traz segurança. Austero, gentil e confiante. Assim como Cassiopéia.
Cassiopéia não é a madeira que compõe meu baixo ou as cordas nele. Mas o som e o espírito, é a sensação de que meu mundo é meu e que, na peça de minha vida, serei protagonista. Mesmo que não seja a diretora deste drama, ainda assim terei controle sobre parte de meu destino, até o fim nefasto que me aguarda.
Sei tocar tantas músicas que às vezes esqueço que as sei e começo a tocar sem perceber que música é. E, são poucas mas, existem músicas que não existem lá fora. Estão sempre saindo das cordas de Cassiopéia, mesmo sem nunca terem sido escritas. Como se fossem canções que moram em mim, nascidas de minhas horas de reflexão com o peso de Cassiopéia em meu colo.
Acordar, tomar banho, escovar os dentes, pentear os cabelos, passar maquiagem, escolher a roupa e colocar Cassiopéia nas costas. Minhas manhãs são incompletas sem ele.
Wednesday, May 27, 2009
"Infância e ignorância"
Ai meu Deus, quase não deu tempo de postar hoje... Tive de ir ao hospital, finalmente estou de volta.
Hoje tive medo de crescer. Não queria ter de me preocupar com coisas que, quando era menor, nunca havia pensado que existiam. Mas ao mesmo tempo, se fosse sempre criança, nunca poderia tocar Cassiopéia. Atravessar a rua sozinha.
A medida que amadurecemos ganhamos o direito de sermos indivíduos livres, almas soltas, nesta sociedade. Mas junto de direitos, temos deveres, sempre, um acompanhando o outro.
Se é inevitável, se eu preciso atender às expectativas se quiser ser livre então, com certeza, estarei de cabeça erguida diante do que deve ser feito. Deixarei minha infância e ignorância para trás e conquistarei meu espaço naquele céu estrelado, junto de Cassiopéia, meu grande amor.
Hoje tive medo de crescer. Não queria ter de me preocupar com coisas que, quando era menor, nunca havia pensado que existiam. Mas ao mesmo tempo, se fosse sempre criança, nunca poderia tocar Cassiopéia. Atravessar a rua sozinha.
A medida que amadurecemos ganhamos o direito de sermos indivíduos livres, almas soltas, nesta sociedade. Mas junto de direitos, temos deveres, sempre, um acompanhando o outro.
Se é inevitável, se eu preciso atender às expectativas se quiser ser livre então, com certeza, estarei de cabeça erguida diante do que deve ser feito. Deixarei minha infância e ignorância para trás e conquistarei meu espaço naquele céu estrelado, junto de Cassiopéia, meu grande amor.
Tuesday, May 26, 2009
"Tocar você"
O mundo é estranho comigo às vezes. Tenho sensações nada hospitaleiras quando estou em meu próprio quarto. Tropeço em mim mesma. Como um pedaço de pão que tinha gosto e textura de melão.
Será que estou ficando louca? (risos) Seria um avanço para minha doença, chamada Falta-de-Personalidade-de-Pessoa-Desinteressante.
Apesar de que quando estas coisas acontecem, nunca consigo parar e pensar "Viva, estou sendo louca". Sempre fico movida, balançada, tentando entender por que aconteceu aquilo em minha vida naturalmente corriqueira e habitual.
Ontem tirei o dia para manutenciar Cassiopéia. Troquei suas cordas e o limpei inteiro, está brilhando bonito aqui a meu lado. Hoje pretendo tocá-lo até sair sangue de meus dedos. Será que estou sendo louca? (risos)
Mas gosto muito de tocar Cassiopéia. Meus pais acham estranho o quanto eu consigo ficar deitada com ele, o tocando. Como se eu tivesse alguma doença de baixista. Porém, é como dizia William Blake: "Hold Infinity in the palm of your hand; And Eternity in an hour".
Cada um aproveita o tempo livre como quer, né? E para mim, poucas coisas são tão completas quanto tocar você, Cassiopéia.
Será que estou ficando louca? (risos) Seria um avanço para minha doença, chamada Falta-de-Personalidade-de-Pessoa-Desinteressante.
Apesar de que quando estas coisas acontecem, nunca consigo parar e pensar "Viva, estou sendo louca". Sempre fico movida, balançada, tentando entender por que aconteceu aquilo em minha vida naturalmente corriqueira e habitual.
Ontem tirei o dia para manutenciar Cassiopéia. Troquei suas cordas e o limpei inteiro, está brilhando bonito aqui a meu lado. Hoje pretendo tocá-lo até sair sangue de meus dedos. Será que estou sendo louca? (risos)
Mas gosto muito de tocar Cassiopéia. Meus pais acham estranho o quanto eu consigo ficar deitada com ele, o tocando. Como se eu tivesse alguma doença de baixista. Porém, é como dizia William Blake: "Hold Infinity in the palm of your hand; And Eternity in an hour".
Cada um aproveita o tempo livre como quer, né? E para mim, poucas coisas são tão completas quanto tocar você, Cassiopéia.
Monday, May 25, 2009
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